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Quinta-feira, 03 de Maio, 2018 às 09:11h

Vizinhos temem rachaduras em prédio ao lado de edifício que desabou no Centro de SP

Bombeiros afirmam ter equipamento que detecta vibrações apontado 24 horas para o prédio vizinho.

Moradores da região do Largo do Paissandu, no Centro de São Paulo, disseram temer as rachaduras surgidas em um prédio após o desmoronamento do edifício Wilton Paes de Almeida.

O prédio de 24 andares pegou fogo e desabou na madrugada de terça-feira (1º). O local era uma ocupação irregular, e moradores afirmam que o fogo começou por volta da 1h30 no 5º andar e se espalhou rapidamente pela estrutura.

Além do edifício Wilton Paes de Almeida, outros dois prédios próximos foram atingidos pelas chamas. Ambos foram interditados. Um deles apresentou uma série de rachaduras na lateral.

“Preocupa. Todos estão muito preocupados”, disse Sérgio da Silva Pinto, síndico do edifício Paissandu, que fica bem próximo do prédio com rachaduras. Segundo ele, o maior medo é que o incêndio tenha afetado a estrutura do edifício.

“O prédio em questão tem cerca de 14 andares e, se ruir, pode atingir tanto o edifício onde moramos como o hotel que está embaixo”, afirmou o síndico, que gerencia o condomínio com 36 apartamentos e 120 moradores.

Apesar da preocupação, bombeiros ouvidos pela reportagem disseram que há um equipamento que detecta vibrações apontado 24 horas para o prédio vizinho.

Há mais de 50 anos vivendo na região, o comerciante Fernando Cruz reclama da interdição de dois estabelecimentos seus: uma perfumaria no térreo do prédio com rachaduras e um salão de cabeleireiros. “Apesar de tudo, a gente também é vítima”, disse.

“Estou tendo bastante prejuízo. O salão tem 20 cabeleireiros lá, que dependem disso, mas não podem adentrar lá. Não houve dano. Está interditado e não entendemos o porquê”, afirmou.