No ar
Claudete Cordeiro
Sertanejo Som Rural
Segunda-feira, 27 de Junho, 2016 às 12:17h

População adulta do Paraná está cada vez mais gorda

Entre a população adulta o índice de paranaenses com sobrepeso ou obesidade saltou de 48,95% em 2008 para 64,07% neste ano

A população paranaense está ficando cada vez mais gorda. É o que revela levantamento no Sistema de Vigilãncia Alimentar Nutricional (Sisvan), do Ministério da Saúde. Entre a população adulta, por exemplo, o índice de paranaenses com sobrepeso ou obesidade saltou de 48,95% em 2008 para 64,07% neste ano.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Sisvan foi preconizado na década de 70, recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O sistema tem por objetivo fazer o diagnóstico descritivo e analítico da situação alimentar e nutricional da população brasileira, contribuindo para o conhecimento da natureza e magnitude dos problemas de nutrição.

E a realidade que o sistema apresenta sobre o Paraná é preocupante. Em praticamente todas as faixas etárias houve aumento no índice de obesidade e sobrepeso no Estado. A única exceção foi entre as crianças com idade entre 0 e 5 anos, cujo índice passou dos 13,74% registrados oito anos atrás para 12,71%. Entre os jovens com até 10 anos de idade o índice subiu, passando de 26,02% para 29,87%, assim como entre os adolescentes (de 21,83% para 34,65%).

Para o endocrinologista João Salles, vice-presidente da Sociedade de Endocrinologia e Metabologia do Brasil e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, a alta nos índices de obesidade tem relação direta com os maus hábitos alimentares da população — uma situação, ressalte-se, restrita não apenas ao Paraná, tanto que desde 2007 a OMS considera a obesidade como uma doença crônica com status de epidemia mundial.

“(O que explica essa alta é) basicamente alimentação errada, com refeições ricas em produtos industrializados, de alta concentração calórica, ricos em gordura e açúcar. O brasileiro está diminuindo o consumo de arroz e feijão, que é uma combinação muito boa, e aumentando muito rápido o consumo de alimento industrializado. Tudo isso favorece a presença da obesidade, ainda mais estando aliado ao sedentarismo, com as cidades cada vez maiores e as pessoas cada vez com menos tempo”, afirma o especialista.

Fonte: Bem Paraná