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Wagner Alexandre
Batidão Popular
Quarta-feira, 18 de Julho, 2018 às 10:45h

Os dias na caverna da Tailândia, segundo relato dos 12 garotos e do técnico

Time 'Javalis Selvagens' e técnico deram entrevista após deixarem hospital. Grupo ficou preso em caverna por mais de duas semanas e sobreviveu a resgate dramático.

Os 12 garotos e o técnico que foram resgatados de uma caverna na Tailândia após um resgate dramático deram nesta quarta-feira (18) sua primeira entrevista após deixarem o hospital. Eles deram detalhes de como é que ficaram presos na caverna, como foram os dias isolados, falaram sobre o resgate, a final da Copa do Mundo e o que querem fazer agora.

Presos na caverna

Os garotos contaram que esperavam ir a uma festa após sair da caverna. Eles relataram que ficaram assustados e que um deles diz que estava ‘ok’, achava que iam esperar mais um pouco e enfim conseguiriam sair da caverna. Um dos garotos contou que tentou ficar calmo e ‘pensar em soluções’ para sair da caverna.

“Tentamos cavar, pensando que não podíamos esperar as autoridades”, mas não adiantou, disse o técnico Ekkapol Chantawong.

Durante a entrevista, o treinador contou como percebeu que o grupo estava preso na caverna. O treinador contou que disse aos jogadores que eles deveriam tentar ‘achar um novo caminho’ e que o nível de água parecia não descer. O treinador disse que o grupo percebeu que teria que dormir na caverna por causa do nível da água. Depois de perceber que teriam que dormir no local, eles procuraram um local seguro para passar a noite.

Treinador disse que, naquele momento, eles não estavam tão assustados. Eles imaginavam que, ao amanhecer, o nível da água teria baixado. Ele afirma que tentou mostrar ‘apoio’ a todos e ao mesmo tempo pensar em soluções. Ele afirma que o grupo bebeu água que caía do teto da caverna.

O treinador também afirmou que, ao contrário do que foi afirmado antes, o grupo não entrou com comida.

Primeiro dia na caverna

No primeiro dia, segundo o treinador, eles não sentiram nenhum problema físico, o que só foi sentido a partir do segundo dia.

Um dos garotos afirmou que alguns tentaram cavar um caminho para sair da caverna, mas como a distância era longa, eles não conseguiram. Um dos garotos também afirmou que eles decidiram andar para uma área mais alta e que em seguida a água subiu, apesar de eles não terem notado sinal de mais chuva.

“Bebíamos água que caía das rochas”, disse Pornchai Khamluan, de 15 anos. “Tentamos cavar, pensando que não podíamos esperar as autoridades.”

O grupo contou que estava em um local profundo da caverna e que alguns deles sabiam nadar, mas não todos. Eles disseram também que como havia apenas um caminho na caverna, não tinha a possibilidade de eles estarem perdidos.

Um dos garotos afirmou que sentiu medo por não poder voltar para casa.

Outro menino relatou que se sentiu fatigado com o passar dos dias dentro da caverna. Um garoto também afirmou que se sentiu fraco e que tentava não pensar em comida.

Encontro com os mergulhadores

Adul Sam-On, de 14 anos, um dos garotos resgatados, afirmou que foi “um milagre” os mergulhadores terem encontrado o grupo.

O treinador disse que o grupo e os mergulhadores do resgate eram “como família” no tempo em que ficaram juntos na caverna.

Copa do Mundo

Os garotos afirmam ter assistido ao jogo entre França e Croácia pela final da Copa do Mundo da Rússia, no último domingo.

Um dos garotos contou que os médicos deram a eles a “tarefa” de assistir ao jogo e que a maioria deles torceu pela França, seleção que conquistou o bicampeonato.

E agora, depois do resgate?

Um dos meninos afirma que quer, depois de ter ficado preso na caverna e ser resgatado, ser um “cidadão de qualidade”.