Terça-feira, 10 de Maio, 2016 às 17:10h

Número de mortes por H1N1 chega a 22 no Paraná

O avanço da doença fez o número de mortes se aproximar do registrado em todo o ano passado

A Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) atualizou ontem os números sobre a situação da gripe no Estado e confirmou 22 mortes pela Influenza H1N1, 14 a mais que no último balanço, divulgado no final do mês passado. O avanço da doença fez o número de mortes se aproximar do registrado em todo o ano passado, quando 26 pessoas morreram em decorrência da Influenza, quatro delas causadas pelo vírus H1N1.

De acordo com a Sesa, Foz do Iguaçu (Oeste) concentra o maior número de óbitos confirmados; seis somente neste ano. A lista segue com Marmeleiro (3), Curitiba (2), Campo Mourão (2), Apucarana (2), Quitandinha (1), São José dos Pinhais (1), Espigão Alto do Iguaçu (1), Umuarama (1), Maringá (1), Londrina (1) e Cornélio Procópio (1). Das 22 regionais de saúde, 20 já apresentam casos confirmados da doença. A 15ª Regional de Saúde de Maringá foi a região com maior número de confirmações no Estado, totalizando 97 casos desde o início do ano.

A Sesa confirmou também 307 casos de Influenza, sendo 279 de H1N1, entre Síndromes Respiratórias Agudas Graves, com necessidade de internação, e Síndromes Gripais, registrados por 23 unidades sentinelas no Estado. Na contagem anterior, o Paraná tinha 131 casos de gripe, sendo 104 de H1N1. Durante todo o ano passado, o Paraná registrou 970 casos de Influenza, sendo 139 de H1N1.

De acordo com a chefe do Centro de Epidemiologia da Sesa, Julia Cordellini, a predominância do vírus H1N1 é bem maior do que nos dois últimos anos. Apesar da gravidade, ela não considera que a situação esteja fora de controle. “Infelizmente nenhuma morte é justificável, mas os dados mostram que as vítimas são, em grande maioria, de faixa etária acima dos 50 anos, com algum tipo de fator de risco. Não temos um panorama como o de 2009, quando várias pessoas jovens morreram”, comparou.

Julia destacou que as pessoas que fazem parte dos grupos de risco necessitam se imunizar o mais rápido possível. “A vacina leva mais de 15 dias para fazer efeito, então quem está em grupo de risco não pode esperar pelo pior”, advertiu. “A logística de distribuição foi prontamente organizada para que não houvesse falta de vacina em nenhuma regional de saúde”, completou.
O Ministério da Saúde já entregou 92% do total de vacinas destinadas ao Paraná para toda campanha. Quatro regionais já receberam 100% do estoque: Guarapuava, União da Vitória, Londrina e Cornélio Procópio. A cobertura vacinal do Estado já chega a quase 70% do público-alvo. “Em duas semanas de campanha, já estamos próximos de atingir a meta. A grande procura pela vacina mostra que a população paranaense está sensibilizada e buscando as unidades de saúde”, comentou a chefe da Epidemiologia.

Fonte: Bem Paraná